quarta-feira, 14 de março de 2018

O transtorno que o excesso pode causar



Olá, leitores queridos! 
Quanto tempo, neh? Saudades! 

Vamos lá! Faço parte de um grupo de mulheres e nos falamos pelo Whats App (interessante que quando este blog foi criado os celulares serviam praticamente para ligar e receber). Nesse grupo, trocamos informações que possam nos auxiliar a evoluirmos como pessoas, a nos reconhecermos melhor como mulheres, dentro de uma proposta de reflexão sobre o feminino... e não quero usar a palavra empoderamento porque me soa a cupcake (receita muito boa da moda).

Dia desses, uma delas postou um vídeo da vlogueira Jout Jout, lendo e comentando sobre um livro intitulado "A parte que falta", de autoria do ilustrador americano Shel Silvestein. As opiniões pipocaram no grupo: uma defendeu que a falta significava busca constante, outra criticou a questão da valorização da incompletude, alguém se sentiu representada, a que postou ficou ofendida, mas a conversa valeu muito mais que os insuportáveis gifs de "bom dia" com a fumacinha evaporando da xicrinha de café.

O vídeo, claro, está aqui para quem quiser ou não se identificar e tirar suas próprias conclusões. Acho que hoje em dia tem muita gente opinando no sentido de se tornar celebridade. A Jout Jout, confesso, não acompanho, mas já vi algumas vezes, por indicação da minha filha e achei muito legal. Ela é uma dessas muitas celebridades jovens da nova era tecnológica e admiro o fato de conseguir arrematar seguidores apenas com suas ideias. Isso certamente é o que a credencia como celebridade. Tanto que o livro entrou para a lista dos mais vendidos após o vídeo viralizar. Parabéns, Jout Jout! 

Sobre o vídeo e as opiniões do grupo, quero compartilhar a de minha amiga Mônica Salles, jornalista, uma pessoa pertinente, amorosa, estudiosa, da paz e que provocou o delicioso debate. Para a Mônica, foi "um desserviço à jornada da autoestima e autoconhecimento um vídeo como este da Jout Jout, que propaga tão insistentemente sobre a “falta”. Fiquei entristecida pois me veio à mente tantas amigas e familiares que ainda vibram nesta falta e sofrem, sofrem muito. Aqui temos um grupo consciente que entende que somos seres completos mas, infelizmente, muitas mulheres, boa parte delas, se sente daquele jeito que ela, num episódio catártico, exibiu ao mundo. E aí temos que estar sempre atentas a sair costurando, reconstruindo, ajudando amigas a diminuir o efeito de um discurso impactante desses. Desejo que todas estejam vibrando na completude e no amor para seguirmos emanando sentimentos amorosos e acolhedores para que nossas outras irmãs deste mundo afora se atentem para a infinita paz e “todo divino” interior". 

Eu penso que, segundo a história contada pela Jout Jout, a falta demonstra a insatisfação e a inobservância do ser como um todo, o que leva a bolota ( personagem do livro) a distrair-se por pensar, focar demais no objetivo e deixar de curtir a beleza do caminho. Acho que nos completamos com questões internas e externas, por isso somos consumistas de tudo: bens materiais, sabedoria, flores, opiniões, são buscas e todas voltadas para nos fazer felizes, mesmo quando não fazem. O objetivo ao menos é esse.

No vídeo, a Jout Jout faz o que estamos fazendo aqui: expõe sua opinião a partir de suas experiências, inclusive em consultório. Aliás, opiniões são assim, a partir de nossas experiências, e até mesmo o que refutamos, pode ser motivo para reflexão. Por que estamos negando?

Por outro lado (e é mais esse mesmo que defendo), acho que se refletirmos tanto sobre tudo, nos tornamos pessoas chatas, metódicas, "encaixotadas". Tenho uma amiga, a querida Zazá lá da minha amada Campo Grande (MS), que me disse certa vez, em um momento de muita "falta", que refletir demais na maioria das vezes nos impede de vivermos naturalmente. Isso significa ligar o foda-se, sentir os sabores, permitir que a borboleta pouse sobre nós, apostar corrida com um besouro, amar quem não se encaixa, deixar quem até se encaixava, ser feliz ou sofrer com essas decisões. Tudo traz uma lição e, por experiência, nem toda lição a gente aprende. Às vezes voltamos a ela e outras somente seguimos. Vida é tudo o que está dentro, fora, ao nosso redor. E quem está certo ou errado?

Vamos aqui neste link ao vídeo da Jout Jout... e a novas ou semelhantes conclusões.

Um beijo carinhoso e até a próxima!

OBS.: em breve, tem novidades do Linha na Pipa.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Um tchau pra Cabrita



Hoje morreu a atriz Márcia Cabrita, aos 53 anos, de um câncer de ovário que enfrentava havia sete. Ela ficou mais conhecida como a Neide Aparecida, a doméstica do programa Sai de Baixo, da Globo.

Quando eu tive a mesma doença descobri seu blog, intitulado Força na Peruca, que me alimentava com esperança e companheirismo (tinha mais gente com os mesmos receios e temores!) e dividíamos esse momento com essa troca. Cheguei a escrever sobre isso aqui, no Linha na Pipa.

Como atriz, seu desejo era ser sensual, mas era mais engraçada e seu sucesso veio com a aceitação de quem ela era de melhor.

Assim se faz o sucesso (não falo de fama, mas de conquistas pessoais): quando a gente ouve nossa voz interior, conversa com ela e a respeita.

Com o câncer não tem muita conversa. É um combate. E não há perdedores, nem mesmo a morte os classifica dessa forma.

Ela se foi, eu superei, superamos de maneiras diferentes.

Não me tornei frágil, nem menos (muito menos) incapacitada para trabalhar, sair, namorar, viver. Ao contrário, sinto-me mais amadurecida e tranquila, tenho mais facilidade para tomar decisões, aceitar opiniões, falar com respeito e calar com sabedoria. Sou uma mulher realizada, com muito sucesso como mãe, filha, irmã, amiga e profissional.

Pode haver quem discorde, mas compreendo e me calo com sabedoria. Cada um sabe o que é melhor para si e às vezes enxergamos o melhor para o outro, que o outro não está vendo sozinho. Para isso, tem a amizade e o amor.

Com carinho pela querida Márcia, compartilho um post do blog dela, bastante pertinente, na minha opinião, como também os outros que ela deixou. Espero que você tenha um tempo para ler.


Como não encher o saco de alguém com câncer


Beijão,

Dani