segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nosso ser reside na aceitação do próximo

André Luiz é um dos espíritos que transcreviam pelo Chico Xavier, tem uma das mensagens mais lindas e de amor dentro do Espiritismo. Ele quem ajudou o Chico a se descobrir também.

Ainda não assisti o filme "Nosso Lar", mas já ouvi comentários e vi muita gente torcer o nariz de maneira preconceituosa (preconceito é quando a gente julga sem ao menos se dar a chance de conhecer).

Pelo que vi no treiler, nem todas as cenas são agradáveis, ainda menos para quem desconhece as pregações da doutrina. Mostra, por exemplo, o lugar onde as almas que não se encontram ou resistem à evolução, ficam penando, comendo limbo, literalmente.

É doloroso pra quem observa, mas pra elas não é tão difícil, porque desconhecem o que é bom e o fato de não desejarem mudar ou se sentirem "confortáveis" com a situação, com medo, sem fé para aceitar a transformação, dificulta ainda mais. Ser bom requer esforços, abrir mão de algumas facilidades ilusórias. 

O Espiritismo é uma doutrina de vida muito interessante, porque prima pela bondade e a aceitação do outro e da sua própria condição, que só muda quando você quebra preconceitos e amplia o olhar para o outro.

Ou seja, uma pessoa depende da outra pra evoluir. Isso nada mais é do que desprendimento, que leva ao amor e esse é o sentimento mais sublime que nos liga a Deus, o significado nato da palavra religião.

Ser espírita hoje é como ser moderno, ouço muita gente dizendo que o é, só porque frequenta vez ou outra os cultos, mas sequer conhece o fundamento da doutrina. Por outro lado, o fato dessas pessoas se abrirem a essa afirmação, de buscarem contato, é excelente, já que amplia a quantidade de corações dispostos ao conhecimento voltado a Deus, que é a proposta de toda religião.

Rezar Pai-Nosso se torna fácil, principalmente quando a gente precisa. Difícil é viver essa religião.
É mais do que simplesmente acreditar que exista um Deus Todo-Poderoso, importante também para que se viva emocionalmente mais feliz.

Mas compreender o outro e entregar-se a ele de maneira despretensiosa, viver na frugalidade, entender que nem todos são capazes de se doar, mas nem por isso não merecem também ser amados, praticar compaixão, solidariedade, estender a mão sem expectativa de retorno (porque, na real, ela sempre volta cheia do que ofereceu... quem se doa, nunca perde), isso tudo mantém dentro da gente o coração aceso, aquecido, pronto a receber, fortalecido mesmo quando o que se recebe não é exatamente o que se deseja.

Não sei se recomendo o filme pela obra cinematográfica, nem mesmo eu o vi ainda e, pelo que vi, já tenho algumas críticas. Fiquei confusa, por exemplo, com aquela mistura de modernidade e a referência do passado em que viveu André Luiz. Mas os tempos são diferentes para o "céu" e a "terra".

De qualquer forma, é uma oportunidade de ampliar o conhecimento, como falei.

Cresci no Espiritismo, orientada por meu avô Getúlio, um ser humano maravilhoso e repleto da disposição para a compreensão do outro e do amor ao próximo. Encarava a mediunidade naturalmente e a vida com muita fé, esse sentimento que só tem quem realmente consegue deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz pela confiança na melhora das coisas e no ser superior que nos protege.

Tento ser assim, educar minha confiança, minha fé de que tudo pode ser melhor e as coisas que a gente precisa, simplesmente acontecem quando nos fazemos merecedores.

Meu avô era espírita e nos ensinava a doutrina numa época em que ainda se falava quase nada sobre o assunto para não ser vítima de preconceito (ainda mais na escola), de maioria católica e minoria radicalmente evangélica.

Diversas coisas têm me levado a buscar meu interior e a valorizar ainda mais o que aprendi na infância. Ver o treiler do filme me fez retomar as boas referências transmitidas por meu vozinho. Amanhã (7), faz 12 anos que meu avô, um grande amor na minha vida, foi-se embora desse plano. Sinto muito sua falta. Sinto demais, como é difícil expressar...

Nesta semana, em que começa um dos meses mais lindos do ano, Setembro, da Primavera, do colorido da naureza, da opotunidade de renascimento, de "florescermos" e darmos bons frutos, vamos desejar paz, luz e felicidade a quem encontrarmos pelo caminho. Olhar o outro com bons olhos sempre.

Aqui o link para o treiler de "Nosso Lar": http://www.nossolarofilme.com.br/

Vai lá, dá uma olhada. Não é pecado, isso não existe. Você já nasceu perdoado.

Paz na mente.
Luz na alma.
Bondade no coração.
Quebre preconceitos.
Evolua sempre na qualidade de seu ser.

Um beijo muito carinhoso...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Importante é ser uma Grande Pessoa!

 
Estou vendo suas fotos mais recentes e babando sobre essa obra-prima divina. Nossa, como você cresceu e se tornou uma mulher maravilhosa, meu amor! Eu me lembro do dia em que o exame apontou um “positivo” enorme no meu rostinho de anjo de 18 anos. Passado o susto, a expectativa com a sua chegada era tanta para uma menina, que ainda brincava de boneca, e para uma mulher, que fazia planos para um futuro breve, mas sua estada dentro de mim criou um novo horizonte. Eu desvendava, em meio a tantas descobertas, o valor de recriar a vida, de perceber a divisão de meu ser em outra existência.
Aquela carinha gorducha e os grandes olhos negros que se tornaram verdes depois, vieram naquele momento logo depois do chorinho que despertou em mim uma felicidade que nunca mais saboreei com aquele mesmo gosto. Felicidade única, incomparável, deliciosamente minha.

“Parabéns, Dani! É uma moça!” Essas palavras, em meio ao cansaço e à limitação de meus movimentos, nunca mais vou esquecer. Queria chorar, mas nada podia borrar minha vista para o encontro que nos aguardava e foi mágico. Eu queria uma menina, eu desejava imensamente essa menina que Deus me deu e eu sabia porque queria. Eu te amei mesmo antes de você existir e te esperei a qualquer momento de minha vida, porque meu coração dependia de ter você para eu ser completamente feliz. Eu queria você, menina! Eu pensava que era gente antes, mas só fui descobrir que era alguém quando recebi você de presente!

Nada ficou na memória tão forte como a alegria de te dar o primeiro alimento de meus seios, o abraço de proteção, o beijo com a boca quente, a troca de olhares que se perdiam de tanta paixão.

Você cresceu e se tornou uma criança plácida, inteligente, observadora, alegre sempre e aos poucos foi exibindo uma personalidade corajosa, justa, elegante, bondosa. Se transformou nessa mulher encantadoramente especial.

Eu queria uma menina, mas mais do que isso, desejei que você tivesse uma beleza incomparável de coração, de alguém capaz de se doar para transformar qualquer universo em algo sempre muito agradável; com capacidade de respeitar todas as formas de vida com a mesma intensidade, simplesmente porque são criações divinas e porque, abaixo dos céus, somos todos iguais na oportunidade de aprendizado espiritual; que possibilitasse a alegria na chegada e o bem-estar na partida, porque importante é o esforço que se despende para deixar tudo aquilo de bom na vida do outro; que fosse intensamente composta de felicidade, paz e amor e pudesse dividir esses sentimentos naturalmente com sua presença, porque é disso que todos precisam.

Alguém que soubesse valorizar os dois legados mais importantes que eu poderia lhe deixar: raízes – para que saiba de onde vem e para onde pode sempre voltar - e asas – porque liberdade, seja de viver, pensar ou sentir, é um grande tesouro.

Eu queria uma menina iluminada, que fizesse diferença no mundo... e descobri que, mais importante, era que essa criança se tornasse uma Grande Pessoa. Foi o que ganhei. Deus me deu muito mais do que pedi e me mostrou a importância da fé nas coisas que se deseja e a crença na verdade do resultado desse querer. Sou muito grata por isso. Sou grata principalmente pela oportunidade que a vida me dá todos os dias de abrir os olhos ao acordar e poder vê-la mais uma vez, tão linda. Sou grata por sua existência, minha filha, cheia de graça, dona do meu universo, do meu imenso amor.




Não me canso de olhar!
Como é linda a minha Mariana!