terça-feira, 22 de março de 2011

Adote essa atitude no seu dia-a-dia



"Gentileza gera gentileza, amor.” A frase do poeta José Datrino, o Profeta Gentileza (1917-1996), pregador urbano que ficou conhecido por suas citações em um viaduto carioca, se referia ao fato dele proporcionar aos passantes palavras de conforto, carinho e incentivo à gratidão. Para ele, gentileza era o remédio para todos os males e isso ficava claro em seus murais, que serviam como um antídoto à brutalidade do sistema de relações, um sopro de beleza no cenário inóspito daquele viaduto carioca. No dia-a-dia, essa afirmação é mais do que necessária e pode facilmente ser conferida na prática. É a via de mão dupla, o colher o que se planta.

Muita gente compreende o sentido de atitudes gentis e faz da frase do profeta Datrino um sinônimo de vida. Receber gentilezas incide na educação, para a sorte de quem dá e recebe. É possível transformar situações desagradáveis do cotidiano em grandes lições de amor ao próximo.

Ser gentil nada mais é do que fazer aos outros o que a gente gostaria que tivessem feito por nós. É uma questão de educação, de caráter, de honestidade. Porque a lei do retorno é infalível e quando se faz algo positivo ao outro, mesmo não o conhecendo, as pessoas envolvidas têm enaltecida a generosidade e a cidadania. Cria-se uma corrente do bem.

Gentileza é uma palavra mágica, quase em extinção, que traz sempre bons resultados a quem dá e a quem recebe. Atitudes gentis estão relacionadas à educação familiar, por isso é comum notar esse comportamento em crianças, pois é nato. O ideal é praticar a gentileza constantemente, com os outros e com a gente mesmo. Ser gentil comigo é manter o equilíbrio da minha vida, promover minha saúde integral.

O trânsito é um bom lugar para se praticar gentilezas, seja na obediência à sinalização, ao dar passagem ao outro que está com mais pressa e não se sabe o motivo, respeitar o outro em suas atitudes e, quando ele errar, respeitar aquele indivíduo como um ser humano com limitações.

Ao receber uma ação gentil, a pessoa pode pagar com a gratidão. Gentileza é uma forma de carinho, de amor, de mostrar ao outro que a gente lhe dispensa atenção e lhe dá importância.
A gentileza muitas vezes é gerada como resistência a uma situação difícil. A história de José Datrino foi assim. Em dezembro de 1961, em Niterói (RJ), um grande incêndio no Gran Circus Norte-Americano, considerado uma das maiores fatalidades do mundo circense, provocou a morte de 500 pessoas, a maioria crianças.

Na antevéspera do Natal, seis dias após o fato, Datrino alegou ter ouvido “vozes astrais” que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar ao espiritual. Foi para o local do incêndio, plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo e fez do lugar em sua morada por quatro anos. Ali, transformou-se num consolador voluntário dos familiares das vítimas da tragédia.
 
"Seja gentil consigo mesmo.
Deus acha que você vale a bondade Dele.
E Ele é um bom juiz de caráter."


Beijos!! E obrigada por ler meus pensamentos!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Te amo pra cachorro!

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis" (Fernando Pessoa)
Estou observando uma cena bem triste. É o fim de uma vida que esteve ligada a mim por 10 anos. Minha Anita Querida está se despedindo e parece não haver o que fazer, senão esperar que o tempo se encarregue de ser leve com ela. E comigo, porque estou sofrendo também.
Me lembro quando a escolhemos (eu, o Xande e a Mari), entre tantos outros cãezinhos, numa jaula de uma feira ridícula (dessas que vc não vê a hora que acabe porque ver os animais como produtos ali não é muito legal) no estacionamento do supermercado Extra. Optamos por ela, que era super pacata, mesmo sobre a pressão dos comentários de que o Cocker é um cão que dá bastante trabalho, come coisas e faz muita bagunça.
Seu nome era Celeste Clair, na porcaria do pedigree que nunca serviu pra nada. Ela tinha índole, isso que importava. Aprendeu tudo rapidamente, com paciência e amor de nossa parte. Nunca com agressão, jamais. Parecia ensinada... melhor, parecia que falava nossa língua. E só faltava isso mesmo. 
Um cão compreensivo, inteligente e bom como esse, só poderia ter sido de minha família mesmo, que é cheia de amor.
Suas bagunças eram deliciosas, divertidas; quando corria atrás de pássaros ou qualquer coisa que se movesse e se transformasse em um desafio, aquelas orelhas gigantes de Dumbo balançavam de uma forma que parecia que ia voar. Era muito engraçado. Eita, baguncinha boa!
Só tive uma filha minha, além da Jéssica que criei com o mesmo amor, mas minha casa sempre foi cheia de crianças, minha vida sempre foi cheia de infância. As crianças que frequentavam minha casa, muitas mesmo, sempre, graças a Deus, hoje todas mocinhas como minha Mariana, minha Jéssica, tinham a Anita como mascote. As fotos, ainda de papel, são a prova de que a turminha era muito boa... e encapetada também, graças a Deus! A infância tem esse sabor de aprontar boas malvadezas acompanhadas de um bom cachorro que late muito, enquanto voa. Na infância, a gente também tem o poder de voar e que pena de quem permite que isso se perca com a idade.
Hoje estou muito triste porque vi meu amor, minha cachorrinha, agonizando, e minha condição de ser humano poderoso se esvaindo e totalmente inferiorizada diante da minha limitação. Acabei de chegar do veterinário, onde a deixei pra ser melhor cuidada. Doeu bastante, ela ficou lá, como um pedacinho de nada, sobre o colchãozinho aquecido. Mas sei que está em boas mãos, aqueles meninos da Pata Livre foram demais, boa orientação, boas conversas nada a ver pra me acalmar.
Estou me acostumando com a ideia da despedida. Amanhã pode ser o dia da eutanásia, é provável pelo estado dela. Terei muita dificuldade pra isso, nem consigo dormir de pensar. Difícil pela perda, difícil por minha crença na espiritualidade, difícil pelo encontro com o vazio dentro de mim que isso irá provocar. Sempre condenei o impedimento da continuidade da vida, mesmo apesar da dor, que também é a condição de cada um na terra. Mas diante do que vi, despedir-me dela promovendo a oportunidade de não deixá-la mais sofrer dessa forma, estou encarando como uma prova de meu amor, gratidão pela felicidade que me trouxe em 10 anos e respeito à dignidade e tranquilidade de alguém tão importante em minha vida.
Nela depositei (sei que erroneamente, mas isso é coisa minha) a expectativa de meu segundo filho. Por aquele olhar, via a doçura do olhar reencarnado de meu avô, que tanto amei (um olhar que só eu entendo, mas que o Xande, sempre amoroso e compreensivo com minha liberdade de ideias, também dizia encontrar... depois dava um risinho do tipo: só vc mesmo, Dani! rs Pra que me contrariar? rs Ele prefere ser feliz do que ter razão, porque é sábio e generoso).
Que bom que a vida é feita de lembranças pra que a gente se acolha nelas e se fortaleça pra seguir em frente. O melhor de tudo é acreditar que, no resultado do fazer o bem aos nossos, está a verdadeira missão. A gente se sente mais leve. Mesmo quando envolve muita tristeza, mas ter fé é acreditar que tudo passa, porque temos a imensa e divina capacidade da superação. 
Só que a casa ta mais vazia agora...


NOTA: Nossa Anitinha se foi essa madrugada. Todos os animais vão para o "céu". =(




Que bonita minha Anitinha. Olha as orelhas de Dumbo!! rsrsrs